quarta-feira, 1 de abril de 2009

O pulso ainda pulsa

Retornando ao blog... "O pulso ainda pulsa"

O Pulso
Titãs
Composição: Arnaldo Antunes

O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa...

Peste bubônica
Câncer, pneumonia
Raiva, rubéola
Tuberculose e anemia
Rancor, cisticircose
Caxumba, difteria
Encefalite, faringite
Gripe e leucemia...

E o pulso ainda pulsa
E o pulso ainda pulsa

Hepatite, escarlatina
Estupidez, paralisia
Toxoplasmose, sarampo
Esquizofrenia
Úlcera, trombose
Coqueluche, hipocondria
Sífilis, ciúmes
Asma, cleptomania...

E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco

Assim...

Reumatismo, raquitismo
Cistite, disritmia
Hérnia, pediculose
Tétano, hipocrisia
Brucelose, febre tifóide
Arteriosclerose, miopia
Catapora, culpa, cárie
Câimba, lepra, afasia...

O pulso ainda pulsa
E o corpo ainda é pouco
Ainda pulsa
Ainda é pouco
Pulso (4x)
Assim...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Paradidáticos do 2º Bimestre

Espaço para os alunos do colégio Dominique descreverem suas impressões sobre os livros analisados: comentários, críticas e sugestões...

Vamos ampliar as discussões da sala de aula!

O livro do 7º ano intitulado Cantigas de adolescer de Elias José trata dos sentimentos, experiências e sonhos de dois adolescentes, Maria e João, que através da poesia emitem suas sensações diante da nova fase vivida.


O livro estudado pelo 8º ano chama-se Matéria de Delicadeza da autora Stela Maris Rezende.

É um livro de contos dividido em três partes sobre as maneiras dos adolescentes verem e viverem as diversas situações do cotidiano: amores, pais, escola, amizades...


E o 9º ano analisou um clássico da nossa literatura sobre um dos perfis femininos de José de Alencar - Lucíola.



Aos que não leram...

Uma boa leitura...

nunca é tarde!!!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Paradidáticos do Colégio Corujinha

Alunos do Colégio Corujinha,

Este espaço foi criado para ampliar o espaço das discussões sobre os paradidáticos analisados. Eis os livros trabalhados. Aguardo os comentários e desafios das leituras!
6º ano

7º ano

8º ano



9º ANO


Quais as maiores dificuldades na leitura destas obras? Estão gostando? O que mais gostaram? E o que não gostaram? Vamos usar este espaço para debates. Aguardo a participação de todos...

Professora Alessandra

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Os Clássicos da Literatura Universal em Cordel




Durante o ABRALIN em cena Piauí (realizado entre os dias 16 a 19 de abril/2008) tive o prazer de conhecer a poetisa popular Ilza Bezerra - autora de Romeu e Julieta em cordel. Em entrevista, ela relata o prazer de escrever e considera o cordel como seu porta-voz: “São as histórias que eternizam nosso passado, embalam nosso presente e contemplam nosso futuro”. E manifesta o desejo de ver seu trabalho divulgado.

O cordel "Romeu e Julieta" de Ilza é um convite a uma boa leitura.

Segundo a jornalista Cláudia Bezerra, a narrativa é um drama baseado em fatos ocorridos na cidade de Verona, na Itália, e envolve o destino de dois jovens amantes que viveram um amor proibido. A rivalidade entre suas famílias conduz o romance a um desenlace trágico, mas a genialidade da arte dramática de William Shakespeare transformou essa história na maior celebração de lirismo e amor romântico de todos os tempos. A autora de Romeu e Julieta em cordel é servidora pública, conta com vasta experiência como professora do ensino fundamental, médio e superior.



A editora Nova Alexandria também realiza um trabalho semelhante com as obras Os Miseráveis - Adaptação de Klévisson Viana; Ilustrações de Cíntia e Murilo; Autor: Victor Hugo - e O Corcunda de Notre-Dame - Adaptação de João Gomes de Sá; Ilustrações de Cíntia e Murilo; Autor: Victor Hugo.


Na primeira obra, o poeta João Gomes de Sá transporta os famosos personagens para uma pequena cidade do Nordeste Brasileiro. E na segunda obra, o poeta popular Klévisson Viana, narra as aventuras de Jean Valjean, protagonista célebre de "Os miseráveis".

Mergulhemos no prazer da leitura!!!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Cordel do Amor sem Fim

(Cena do espetáculo Cordel do Amor sem Fim)
Durante os dias 7,8,9, 14,15,16 de março esteve em cartaz no Teatro Santa Roza o espetáculo “Cordel do Amor sem Fim”. Texto da dramaturga baiana Cláudia Barral e direção do paraibano Horieby Ribeiro.
A peça conta a história de três irmãs (Carminha, Madalena e Tereza) e como estas vivem e pensam o amor. A cena acontece em Carinhanha, interior da Bahia.
O drama começa quando Tereza vai à feira comprar farinha e conhece Antônio .
A paixão é imediata. Este promete voltar em breve.
Os anos passam e Tereza é incapaz de esquecer este amor. Antes de conhecê-lo, Tereza estava prometida em casamento a José que não se conforma por ter sido traído. As irmãs de Tereza se dividem entre o amor de José e o amor de Antônio. Carminha acredita nas palavras de Antônio e acalenta os sonhos de Tereza, enquanto Madalena acredita que o melhor para sua irmã caçula é o amor de José. A vida de Tereza resume-se a espera deste grande amor enaltecido pela promessa de uma volta em um tempo indefinido. O que será de Tereza? José a perdoará? Antônio voltará?
“... uma dramaturgia escrita numa linguagem simples, mas muito rica na sua carpintaria dramática, um texto, com grande intensidade poética e cômica, onde se revelam os sentimentos de amor e ciúme. Com base neste clima, estimulei os atores a construir os personagens sempre buscando do interior de cada um seus sentimentos, mesclado numa linguagem circense onde a característica principal é a presença dos palhaços de cada um em cena. Esteticamente construí uma obra cênica que possa conduzir o espectador ao universo do cordel, apresentado numa composição plástica com base na xilogravura, nas cores preta e branca, com destaque apenas para o vermelho dos narizes dos palhaços``explica Horieby Ribeiro. (http://www.db.com.br/noticias/?79402)
Um espetáculo grandioso sobre as delícias e dores do amor!

Memória

(A persistência da memória, Salvador Dalí)


"E esse pensar, alimentado pelo presente, trabalha com 'os fragmentos do pensamento' que consegue extorquir do passado e reunir sobre si. Como um pescador de pérolas que desce ao fundo do mar, não para escavá-lo e trazer à luz, mas para extrair o rico e o estranho, as pérolas e o coral das profundezas, e trazê-los à superfície, esse pensar sonda as profundezas do passado - mas não para ressuscitá-lo tal como era e contribuir para a renovação das coisas extintas. O que guia esse pensamento é a convicção de que, embora vivo, esteja sujeito à ruína do tempo, o processo de decadência é ao mesmo tempo um processo de cristalização, que nas profundezas do mar, onde afunda e se dissolve aquilo que outrora era vivo, algumas coisas 'sofrem uma transformação marinha' e sobrevivem em novas formas e contornos cristalizados que se mantêm imunes aos elementos, como se apenas esperassem o pescador de pérolas que um dia descerá até elas e as trará ao mundo dos vivos - como 'fragmentos do pensamento', como algo 'rico e estranho' [...] (Hannah Arendt. Homens em tempos sombrios)

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Sistema de signos

Palavras, tendas nômades armadas

ao longo de uma vida

reunidas, acampamento de uma noite

imagem ao despertar desfeita depois

fortemente carregadas sobre a alma

sombria

mais uma vez para o novo dia.

(Paul Zumthor. Midi le juste)